.equilíbrio.

Hoje vou escrever um texto pra mim mesma, mas talvez sirva pra você também. 

Em certo momento da minha vida, morando em São Paulo, fiz umas aulas de circo. Acabei gostando tanto que consegui um trabalho nesse circo pra pagar as aulas. Eu trabalhava no final de semana (e amava!) e praticava durante a semana, antes de ir pro meu amado emprego na livraria. 
Nas aulas de circo, eu fazia de tudo um pouco: tecido acrobático, trampolim acrobático (cama elástica), malabares, trapézio de balanço, lira, contorção… até uma aula de clown e de trapézio de vôo eu fiz. Mas tinha uma coisa em que as pessoas comumente diziam que eu era boa: equilíbrio. Estou falando aqui de atravessar um trecho andando sobre um cabo de aço. 
Claro que, como eu era aluna, a distância em que o cabo ficava do chão não era grande. Mas quando se está ali em cima, isso “só” vai fazer diferença se você perder o equilíbrio a ponto de cair. 
Geralmente eu conseguia ir, voltar de costas, parar no meio, girar, e até abaixar apoiando um dos meus joelhos no cabo. Eu usava uma sapatilha pra não machucar os pés e dar mais firmeza. Tinha uma forma correta de avançar, primeiro arrastando o pé, pra depois andar, e, quem sabe, até arriscar uma corridinha! Mas além de tudo isso, duas coisas eram cruciais: a primeiríssima, e que era fatal se não fizesse, era OLHAR PRA ONDE VOCÊ QUER CHEGAR. E não era olhar de vez em quando não, era MANTER OS OLHOS FIXOS lá. Bastava uma olhadinha pra os pés ou pra qualquer outro ponto, e o equilíbrio era perdido na mesma hora. E a outra coisa era MANTER OS BRAÇOS LEVANTADOS. A posição dos braços se alternava constantemente, se esticando e dobrando, mas SEMPRE acima da altura dos ombros. Era abaixar apenas um dos braços e novamente o equilíbrio era perdido. 

Hoje eu continuo sendo uma pessoa que gosta de um pouco de tudo, especialmente na área das artes, e se você me conhece já deve ter percebido isso. Mas uma coisa é certa: Só é possível manter o equilíbrio fazendo essas duas coisas. 

Quando temos nossos olhos fixos onde queremos chegar, pra onde Deus um dia nos mostrou, a gente consegue, eu creio! Toda vez, porém, que esse foco é perdido, acaba ocorrendo de precisar começar de novo do início (se estiver perto do chão e puder ter essa chance). E, no percorrer, também é preciso manter os braços levantados. Isso não lembra adoração? Sim, adorar a Deus é na Vida, na caminhada, no decorrer. É música? Sim, mas não somente limitada a isso. É reconhecer quem eu sou e quem Deus é, e que só, de fato, consigo chegar lá na frente assim. Adorando, sendo grata, ENQUANTO caminho. 

E aí quando fazemos essas duas coisas, por incrível que pareça, acaba se tornando fácil, divertido, prazeroso! Dá pra curtir e até fazer umas firulas! Mas saca só: nesse caso, até pra andar pra trás é preciso estar com os olhos fixos à frente. 

Bom, como eu disse no início, esse texto era pra mim, mas espero que tenha servido pra você também. 

Equilibre-se! 
1. Mantenha os olhos fixos onde Deus te mostrou. 
2. Adore-O durante todo o percurso. 

Deus abençoe muito! 

“Meu filho, guarde consigo a sensatez e o equilíbrio, nunca os perca de vista; trarão vida a você e serão um enfeite para o seu pescoço. Então você seguirá o seu caminho em segurança e não tropeçará; quando se deitar, não terá medo, e o seu sono será tranquilo.” 
(Salomão, em Provérbios 3:21-24)

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